Com a declaração do presidente Trump, divulgada no horário local de 21, anunciando a extensão indefinida do estado de trégua com o Irã, as chances de a situação geopolítica da região do Oriente Médio retornar à mesa de negociações aumentam. Tomado algumas horas antes do prazo da trégua vigente expirar, este ato é interpretado como uma demonstração de vontade para manter as negociações de paz entre os dois países, mas a falta de uma posição oficial do lado iraniano gera preocupação de que o efeito de redução da tensão militar possa ser apenas temporário. O fato de que os ataques militares ao Irã foram adiados a pedido do governo do Paquistão indica que o Islamabad tem desempenhado um papel de mediador no processo de conflito e está tentando realizar negociações adicionais.
No entanto, a extensão da trégua tem caráter de anúncio unilateral dos Estados Unidos, mantendo incertezas sobre sua eficácia real. A liderança de alto nível do Irã não emitiu posição oficial imediata; em vez disso, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, negou o próprio pedido de extensão e reafirmou sua disposição de romper o bloqueio marítimo dos EUA com força. O assistente do presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também caracterizou o anúncio como "uma jogada para ganhar tempo para um ataque surpresa", revelando forte desconfiança. Isso sugere que a restauração da confiança entre as duas partes ainda está longe, e prevalece a análise de que uma simples declaração de trégua é insuficiente para alterar completamente a natureza do conflito.
Além das medidas de trégua, os EUA mantêm o bloqueio dos portos iranianos por meio da Marinha, o que o Irã considera praticamente um ato de guerra. A questão tornou-se um ponto central de negociação, e a divergência recente sobre a participação na segunda rodada de negociações de paz, programada para Islamabad, amplia ainda mais a incerteza nas negociações. Embora o presidente Trump seja avaliado como tendo recuado de suas declarações inicialmente duras — havendo anteriormente sugerido ataques a infraestruturas principais no Irã, como usinas nucleares — ele parece ter alterado sua posição considerando as críticas da comunidade internacional e a necessidade de negociação. A ONU também expressou preocupação, apontando riscos de violação do direito internacional humanitário relacionados às ameaças de ataques a instalações civis.
O presidente Trump mencionou que a estrutura de poder interna do Irã está dividida, revelando a percepção de que os EUA têm vantagem nas negociações; essa declaração é interpretada como refletindo a situação recente em que parte da liderança iraniana foi eliminada em operações militares dos EUA e de Israel. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, saudou a decisão de extensão da trégua e expressou a esperança de que ambas as partes a cumpram, levando a um acordo de paz duradouro; no entanto, a data da segunda rodada de negociações ainda não foi confirmada, e dado o grande divergência entre as posições das duas partes, o resultado a curto prazo permanece incerto. No mercado, avalia-se que, embora haja sinais de mitigação dos riscos geopolíticos, a incerteza ainda coexiste, e será um fator-chave para a volatilidade futura da economia global e do mercado de energia que a extensão da trégua levará a avanços reais nas negociações.