O governo coreano decidiu converter o mandato de fornecimento de energia renovável (RPS), que operou por 15 anos, em um mercado de contratos obtidos por licitação competitiva. No novo regime, as usinas de energia renovável como solar eólica comprarão a potência a preços máximos predefinidos, após licitações. A estrutura anterior, que separava REC para compra e venda, será extinta.

O RPS atribui a grandes operadores de geração a obrigação de fornecer certa quantidade de energia renovável, sendo os geradores responsáveis por produzir ou adquirir o excedente via compra de REC (Certificados de Energia Renovável). Neste sistema, o preço dos REC variava drasticamente conforme as condições do mercado, dificultando previsões de retorno de longo prazo. Além disso, a diferença entre os custos estabelecidos pelo governo e os preços de mercado criavam estruturas de custo complexas para fornecedores e usuários.

No novo regime, a potência será adquirida por licitação competitiva dentro dos limites de preço pré-estabelecido; o contrato terá duração de 1 a 5 anos. A avaliação não se baseará apenas no preço, mas também na contribuição à rede nacional e nos benefícios ambientais, visando qualidade e eficiência de custo simultaneamente. Assim, pretende-se reduzir o custo das usinas renováveis enquanto assegura um retorno estável em longo prazo.

A transição será gradual: a obrigação do RPS permanecerá válida por até 20 anos; os contratos de mercado de curto prazo serão mantidos por três anos após a implementação da lei. Novas usinas participarão das licitações conforme o novo regime, e o governo divulgará detalhes na próxima reunião pública em 30 de abril no hotel Euliriana, na região Sul de Seul. Após 82 manifestações, a legislação será revisada, com regulamentos complementares, antes de lançar os primeiros leilões de energia solar e eólica.